JAMES GLEICK CAOS A CRIAO DE UMA NOVA CINCIA PDF

O plano complexo. Surpresa no mtodo de Newton. O conjunto de Mandelbrot: brotos e gavinhas. Arte ecomrcio encontram-se com a cincia. Limites da bacia fractal. Ojogo docaos.

Author:Vokree Tegar
Country:Lithuania
Language:English (Spanish)
Genre:Photos
Published (Last):21 December 2018
Pages:165
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O plano complexo. Surpresa no mtodo de Newton. O conjunto de Mandelbrot: brotos e gavinhas. Arte ecomrcio encontram-se com a cincia. Limites da bacia fractal. Ojogo docaos. O computador anlogo. Isso era cincia? A teoria da informao. Da microescala para a ma croescala. A torneira que pinga. Recursos audiovisuais. O fim de umaera. Captulo 10 Um mal-entendido quanto aosmodelos. O corpo complexo.

O corao dinmico. Acertan do orelgio biolgico. Arritmia fatal. Embries degalinhas e batidas anormais. Caos como sade. A segunda Lei, os flocos de neve e o dado viciado. Oportu nidade e necessidade. Ele andava duran te horas, sem destino, luz das estrelas que cai forte atravs do ar fino das mesas. A polcia no foi a nica a ficar intrigada. No Labo ratrio Nacional alguns fisicos sabiain que seu mais novo colega es tava fazendo experincias com dias de 26 horas, o que significava que o perodo que passava acordado ia lentamente coincidindo e deixando de coincidir com os horrios deles.

Isso era meio estra nho, at mesmo para a Diviso Terica. Nas trs dcadas decorridas desde que]. Robert Openheimer escolheu aquela sobrenatural paisagem do New Mexico para opro jeto da bomba atmica, o Laboratrio Nacional de Los Alamos 1 se. Alguns cien tistas mais velhos lembravam- se das construes de madeira que se ergueram rapidamente em meio s rochas na dcada de 40, mas para a maioria do pessoal de Los Alamos, jovens de ambos os sexos em calas de veludo cotel de estilo universitrio e camisas de tra balho, os criadores originais da bomba eram apenas fantasmas.

O centro dopensamento em sua forma mais pura, em todo o labora trio, era a Diviso Terica, conhecida como a Diviso-T, assim co mo a de computao era Diviso-e e a de armamentos, a Diviso X.

Mais de cem fsicos ematemticos trabalhavam na Diviso- T,bem pagos e livres das presses acadmicas de lecionar e escrever tra balhos para publicao. Esses cientistas conheciam de perto o bri lhantismo e a excentricidade. Era difcil provocar- lhes surpresas.

Mas Mitchell Feigenbaum era um caso raro. Tinha somente um artigo de sua autoria publicado e estava trabalhando em algo que parecia no oferecer qualquer perspectiva. Possua uma cabeleira revolta que descia pelas costas, partindo da testa larga, aoestilo dos bustos de compositores alemes.

Tinha um olhar brusco e arden te. Quando falava, sempre depressa, tinha a tendncia a deixar de lado os artigos e pronomes, de um jeito que lembrava vagamente o modo de falar dos quevinham da Europa central, embora tivesse nascido em Brooklin. Quando trabalhava, fazia-o de maneira ob sessiva.

Seno podia trabalhar, andava e pensava , de dia ou noite, de preferncia noite. O dia de 24 horas parecia demasiado limita dor. No obstante, suas experincias na semiperiodicidade pessoal terminaram quando ele achou que no agentava mais acordar com o sol poente,. Aos 29 anos, j se tornara um sbio entre sbios, consultor ad hoc a quem os cientistas consultavam sobreproblemas especialmen te difceis, quando conseguiam encontr-lo.

Uma noite ele chegou no momento em que saa o diretor do laboratrio, Harold Agnew, um homem corpulento, um dos aprendizes originais de Openhei mer. Tinha sobrevoado Hiroshima no avio com instrumentos que acompanhara o Enola Gay, fotografando o lanamento do primei ro produto do laboratrio. Da mesma forma que se mostrava pronto a fazer, de improviso, mgicas com questes que lhe eram apresentadas, tambm no parecia interessado em dedi car as suas pesquisas a nenhum problema compensador.

Estudava a turbulncia nos lquidos e gases. Estudava o tempo -ser que ele deslizava continuamente para frente, ou andava aos saltos co mo uma seqncia de quadros de um filmecsmico? Estudava a ca pacidade que tinha o olho de ver cores e formas constantes num universo que os fsicos sabiam ser um variado caleidoscpio qun tico.

Estudava nuvens, observando-as de janelinhas de avies at que, em , sua autorizao para viagens cientficas foi oficialmen te cancelada por excesso deuso ou das trilhas para caminhadas que ficavam nas proximidades do laboratrio. Nas cidades montarhosas do Oeste, as nuvens no se parecem com as nvoas informes e baixas, fuliginosas, que enchem o ar do Leste. Em Los Alamos, a sotaventode umacaldeira vulcnica, as nu vens correm pelo cu em formaes fortuitas, sim, mas tambm no- fortuitas, permanecendo em espiges unifrmes ou em configura es estriadas regulares, como a massa cinzenta do crebro.

Numa tarde de tempestade, quando o cu lampeja e estremece com a ele tricidade que se cria, as nuvens se destacam a uma distncia de 50 quilmetros, filtrando e refletindo a luz, at que todo o cu come a a parecer um espetculo encenado como uma sutil censura aos fsicos.

As nuvens representavam m aspecto da natureza negligen ciado pela fsica, um aspecto ao mesmo tempo nevoento e detalha do, estruturado e imprevisvel. Feigenbaum estudava tais coisas, de maneira discreta e improdutiva. Para um fsico, criar a fuso a laser era um problema vlido; descobrir a rotao, a cor e o sabor de pequenas partculas era um problema vlido; datar a origem do universo era um problema v lido. Compreender as nuvens era problema para o meteorologista.

Como outros fsicos, Feigenbaum usava um vocabulrio de enten dido, muito aqum da realidade, para classificar tais problemas. Tal coisa bvia, podia dizer ele, significndo isso que um resultado poderia ser compreendido por qualquer fsico talentoso depois de uma meditao e de clculos adequados.

No bvia qualificava um trabalho que era digno de respeito e de prmios Nobel. Para os problemas mais difceis, que no cediam sem longas investigaes das entranhas do universo, os fsicos reservavam palavras comopro f undo. Em , embora poucos colegas soubessem disso, Feigen baum estava trabalhando num problema profundo: o caos. Onde comea o caos, a cincia clssica pra. Desde que o mun do teve fsicos que investigavam as leis da natureza, sofreu tambm de um desconhecimento especial sobre a desordem na atmosfera, sobre o mar turbulento, as variaes das populaes animais, as os cilaes do corao e do crebro.

O lado irregular da natureza, o lado descontnuo e incerto, tm sido enigmas para a cincia, ou pior: monstruosidades. Na dcada de 70, porm, alguns cientistas nos Estados Unidos e na Europa comearam a encontrar um caminho em meio a essa desordem. Eram matemticos, fsicos, bilogos, qumicos, todos eles buscando ligao entre diferentes tipos de irregularidade. Os fisiologistas descobriram uma surpreendente ordem no caos que se desenvolve no corao humano, causa principal da morte sbi ta e inexplicada.

Os ecologistas exploraram a ascenso e queda da populao das mariposas conhecidas como limntrias. Os econo mistas desenterraram velhas cotaes da Bolsa e tentaram um no vo tipo de anlise. As compreenses da resultantes levaram direta mente ao mundo natural -s formas das nuvens, aos caminhos per corridos pelos relmpagos, s interligaes microscpicas dos va sos sangneos, s aglomeraes estelares galcticas. Um matemtico em Berkeley, Califrnia, tinha organizado um pequeno grupo dedica do criao de um novo estudo dos "sistemas dinmicos".

Um bi logo que se ocupava de populaes, na Universidade de Princeton, estava em via de divulgar um apaixonado apelo a todos os cientis tas para que examinassem o comportamento aparentemente com plexo de alguns modelos simples. Um gemetra da IBM buscava uma nova palavra para descrever uma famlia de formas -dentadas, ema ranhadas, estilhaadas, enroscadas, fragmentadas -que conside rava como um princpio organizador na natureza. Um fsico mate mtico francs tinha acabado de fazer a controversa afirmao de que a turbulncia dos fluidos poderia ter alguma relao com uma bizarra e infinitamente complexa abstrao que ele chamava de atra tor estranho.

Hoje, uma dcada depois, o caos se tornou uma abreviatura para um movimento que cresce rapidamente e que est reformu lando a estrutura do sistema cientfico. Conferncias e publicaes sobre o caos so numerosas. Os administradores de programas governamentais 3 encarregados dos fundos de pesquisas para os militares, a Central lntelligence Agency e oDepartamento de Ener gia destinaram somas cada vez maiores s pesquisas do caos e cria ram rgosespeciais para tratar do financiamento.

Em todas as gran des universidades e em todos os grandes centros de pesquisas pri vados, alguns tericos relacionam-se primeiro com o caos, e sem segundo lugar com as suas especialidades propriamente ditas. Em Los Alamos , um Centro de Estudos No-Lineares foi criado para coordenar o trabalho sobre o caos eproblemas correlatos; institui es semelhantes surgiram nos campiuniversitrios por todo opas.

O caos criou tcnicas especiais de uso dos computadores e ti pos especiais de imagens grficas, fotos que apreendem uma fan tstica e delicada estrutura subjacente complexidade.

A nova cin cia gerou sua linguagem prpria, um elegante jargo defractais e bifurcaes , intermitncias e periodicidades, difeomorfismo folded-towel e mapas smooth noodle. Para alguns fsicos, o caos antes uma cincia de processo do que de estado,5 de vir-a-ser do que de ser.

Agora que a cincia est atenta, o caos parece estar por toda parte. Uma coluna ascendente de fumaa de cigarro se decompe em anis desordenados. Uma bandeira drapeja de um lado para ou tro ao vento. Uma torneira gotejante passa de um ritmo constante para outro, aleatrio. O caos surge no comportamento das condi- es do tempo, no comportamento de um avio em vo, no com portamento dos carros6 que se agrupam numa auto-estrada, no comportamrnto do petrleo que flui em tubos subterrneos.

Qual quer que seja o meio, o comportamento obedece s mesmas leis recm-descobertas. A percepo desse fato7 comeou a modificar a maneira pela qual os executivos tomam decises sobre seguros, os astrnomosvem o sistema solar, e os tericos de poltica falam sobre as tenses que provocam conflitos armados. O caos rompe as fronteiras que separam as disciplinas cient ficas. Por ser uma cincia da. Vale-se, e com muita nfase, docomportamento universal da complexidade. Os primei ros tericos do caos, oscientistas que colocaram em andamento essa disciplina, tinham certas sensibilidades em comum.

Eram sensveis aos padres, em especial os que surgiam em escalas diferentes, ao mesmo tempo. Tinham um gosto pelo aleatrio, pelo complexo, pe las extremidades recortadas e pelos saltos sbitos. Os que acredi tam no caos -e eles por vezes se intitulam crentes, ou conversos, ou evangelistas- espculam sobre odeterminismo eolivre-arbtrio, sobre a evoluo, sobre a natureza da inteligncia consciente.

Sen tem que esto fazendo recuar uma tendncia na cincia, a do redu cionismo, a anlise dos sistemas em termos de suas partes consti tutivas: quarks, cromossomos ou neurnios. Acreditam estar pro cura do todo.

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